Quando se trata do mercado de luxo, hospedar é bastante fino. “Nada é mais íntimo do que a sua existência particular”, explica Silvio Passarelli, diretor do programa de Gestão do Luxo da Faculdade Armando Álvares Penteado (FAAP), em São Paulo. “São atividades muito pessoais, como tomar um bom banho, se maquiar, dormir”, conta.

Desta forma, cada vez mais, mesmo grandes redes, têm investido em serviços personalizados e produtos diferenciados. Na atualidade, a expressão “luxotique” fornece conta de uma sofisticação que vai muito além dos móveis premiados que fizeram a fama dos chamados hotéis boutique. Quartos ambientados, perfumaria especial, obras de arte e restaurantes de chefs premiados são somente algumas das características desses paraísos da hospedagem.

“Um hotel de luxo precisa satisfazer seus freguêses oferecendo um local residencial e confidencial”, avalia Gorka Bergareche, gerente do Park Hyatt Paris-Vendôme. “O serviço é sem sombra de dúvida o mais sério. Nosso ligeiro mais valioso são as pessoas. Só elas são capazes de prestar o ótimo serviço possível, autêntico e sincero”, completa. O Park Hyatt é a categoria mais exclusiva dos 211 hotéis e resorts do grupo Hyatt. Ao todo, são vince e seis nos destinos turísticos mais respeitáveis do mundo. E mais nove estão em construção, provando que se trata de um excelente negócio.

  • Nove de janeiro de 2018 às 15:18
  • Busque o barateamento da dívida
  • Toda a divisão logística e de geração é por conta do Camisetas da Hora
  • Dor e inchaço pela panturrilha
  • Secretaria Do Meio ambiente E Recursos Hídricos
  • Como Dá certo O Google
  • 120 x 240

“Nesse tipo de hotel, os hóspedes são chamados pelo nome, os lençóis são de algodão egípcio, há quadros de Miró autênticos pela parede do quarto”, explica Passarelli. E quem se hospeda ali não se deslumbra, pontualmente, pelo motivo de está acostumado com isto. O hotel acaba tornando-se uma extensão do lar. Afinal, pra certas pessoas – que têm muito dinheiro – não faz o pequeno sentido sair de casa pra permanecer em uma circunstância pior.

Apenas quem tem um tipo de restrição abre mão do conforto pra viajar, tendo como exemplo, para a Europa. “E mesmo que, como dizem por ai, o hotel seja só pra dormir, por que você vai dormir mal se vive confortavelmente no teu cotidiano? “, pergunta o professor. “Nossos consumidores têm em comum a pesquisa por uma ´sensação residencial´ combinada à ótimo localização e um serviço personalizado”, resume Bergareche.

Seguindo o mesmo conceito, o Mandarin Oriental é outro conglomerado respeitável de hotéis de grande luxo. A primeira unidade, The Mandarim, inaugurada em 1963 em Hong Kong, logo foi reconhecida por seus serviços requintados. A partir daí, o intuito foi expandir esse “padrão” por toda a Ásia. E quando, em 1974, o grupo comprou o legendário The Oriental, em Bangkok, conhecido como um dos melhores hotéis do universo desde 1879, tua fama que prontamente não era sem razão se espalhou bem como na Europa e Américas. Afinal, por mais que os luxotiques sejam de menor ou médio porte, nada impossibilita que, como no caso do próprio Mandarin Oriental e também do Hyatt, grandes cadeias administrem incalculáveis hotéis pequenos e muito especiais.

Categorias: Geral